quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Dufles

No dia 26 de fevereiro de 1938, nascia em Bauru (SP) o atacante Dulphe Jeronymo Adalberto de Cunto, ou Dufles, como era mais conhecido. Iniciou a carreira junto com Pelé no Bauru Atlético Clube, o Baquinho, e depois tornou-se um verdadeiro cigano do futebol, atuando em diversas equipes, entre elas Santos, Bangu, Atlético Mineiro, Guarani de Ponta Grossa e Marcílio Dias.

A passagem do centroavante no clube catarinense foi breve, mas marcante. Contratado para o lugar do ídolo Idésio, que havia se transferido do Marcílio para o Metropol de Criciúma, Dufles estreou com a camisa do Marinheiro na primeira rodada do Campeonato Catarinense de 1963 (Torneio Luiza Mello), em 3 de novembro de 1963, quando marcou o gol da vitória do Marcílio por 2 a 1 sobre o Figueirense, em Florianópolis.

De acordo com o livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963”, Dufles atuou em dez partidas na competição e anotou quatro gols, sendo uma das figuras do escrete marcilista na conquista do título estadual. Dufles também participou da campanha do título do Campeonato Municipal de Itajaí de 1963. Permaneceu em Itajaí de novembro de 1963 a agosto de 1964. Outros clubes catarinenses que defendeu foram o Próspera de Criciúma e o Ferroviário de Tubarão. Dufles faleceu em 10 de novembro de 2004.


Nome: Dulphe Jeronymo Adalberto de Cunto
Nascimento: 26/02/1938
Posição: Atacante
Período no Marcílio: 1963 a 1964

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Marcílio Dias, campeão catarinense de 1963


Taça Luiza Mello e livro sobre o título estadual de 1963


Na tarde de 23 de fevereiro de 1964, o Marcílio Dias derrotou o Carlos Renaux por 4 a 1, no estádio Augusto Bauer, em Brusque, e conquistou o título do Torneio Luiza Mello, competição organizada pela Federação Catarinense de Futebol (FCF) e que em 1983 foi reconhecida e homologada como o campeonato estadual de 1963.

A goleada sobre o time brusquense coroou uma campanha espetacular. O Marinheiro liderou o certame de início ao fim e sagrou-se campeão de forma incontestável. O primeiro gol do jogo foi marcado pelos donos da casa, com Badinho, aos 28 minutos do primeiro tempo. Aos 42, o Marcílio chegou ao empate através do ponta direita Ratinho.

No segundo tempo só deu o time de Itajaí. Renê, aos 10, Aquiles, aos 17, e novamente Renê aos 34 minutos da etapa final decretaram a vitória rubro-anil e a conquista do título, que seria resgatado 50 anos depois com o lançamento do livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense”, lançado em 23 de fevereiro de 2014.

Carlos Renaux 1 x 4 Marcílio Dias
Data: 23/02/1964
Local: Estádio Augusto Bauer (Brusque)
Árbitro: Arno Boos
Auxiliares: Orcy de Souza e Mauro Machado
Renda: Cr$ 222.70,00
Gols: Badinho aos 28 e Ratinho aos 42 do primeiro tempo; Renê aos 10 e 34 e Aquiles aos 17 do segundo tempo.

Carlos Renaux: Aurélio; Bianchini, Sardo, Adelfo (Baiano) e Merísio; Badinho e Araújo (Zeca); Petrusky, Wilson, Vinícius (Miltinho) e Bossinha. Técnico: Norival Mosimann.

Marcílio Dias: Jorge; Djalma, Marzinho, Joel Santana e Joel Reis; Sombra e Odilon; Renê, Aquiles, João Caetano (Salvador) e Ratinho. Técnico: Milton Gonçalves.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Joel Reis - Joel II

O dia 5 de fevereiro marca o aniversário de Joel Reis Alves, lateral-esquerdo que ao longo de quase toda a década de 1960 envergou o manto sagrado rubro anil. Nascido em Itajaí em 1943, Joelzinho ou Joel II, como também era conhecido, começou a carreira na equipe amadora do Fiúza Lima. 

Chegou ao Marinheiro em março de 1960 e permaneceu no clube até julho de 1969, sendo um dos atletas que por mais tempo defendeu o Marcílio Dias. Sua estreia provavelmente ocorreu no dia 24 de abril de 1960, quando o Marcílio foi derrotado por 2 a 0 pelo Estiva na primeira rodada do campeonato municipal daquele ano.

Joel Reis foi titular durante toda a fase de ouro do clube, tendo conquistado o tetracampeonato municipal (1960, 1961, 1962 e 1963), além do Campeonato Catarinense de 1963. De acordo com o livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963”, Joel Reis disputou 15 partidas no certame estadual vencido pelo Rubro Anil. Ele faleceu em 18 de abril de 2004.


Nome: Joel Reis Alves
Nascimento: 05/02/1943, em Itajaí (SC)
Posição: Lateral-esquerdo
Período no Marcílio Dias: 1960 a 1969

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Aderbal José da Silva - Deba

O futebol itajaiense perdeu uma de suas figuras históricas. Aderbal José da Silva, conhecido como Deba, faleceu no dia 13 de agosto de 2014, no Hospital de Caridade, em Florianópolis, aos 74 anos. Ele defendeu as cores dos dois principais clubes de Itajaí - Marcílio Dias e Almirante Barroso - e também teve passagem pelo Palmeiras de Blumenau. 

Deba começou a carreira nas divisões de base do Marcílio Dias e ingressou no time principal em 1959, formando a memorável linha de frente marcilista junto com craques como Idésio e Aquiles. Um de seus gols com a camisa do Marcílio Dias foi anotado na vitória por 2 a 1 sobre o Figueirense, em Itajaí, pelo Campeonato Catarinense, em 21 de junho de 1959. No dia 19 de julho do mesmo ano, marcou duas vezes na goleada do Marinheiro sobre o Paysandu de Brusque por 4 a 2, também pelo Campeonato Catarinense. 

Mas o gol mais marcante de Deba com a camisa rubro-anil foi anotado contra o Almirante Barroso, em 15 de novembro de 1959, pelo Torneio Carlos de Paula Seara. O clássico teve vitória marcilista por 3 a 0 e o gol de Deba valeu o ingresso, como relatado pelo Jornal do Povo: "Deba, que estava bem colocado, arma uma espetacular bicicleta para assinalar o tento, colocando a bola à direita do arqueiro do Barroso, sem que pudesse esboçar qualquer defesa. O tento do avante do Marcílio foi algo sensacional".

Na década seguinte, Deba atuaria e brilharia pelo Almirante Barroso, onde marcou época ao lado de nomes como Mima, Élio Ramos e Godeberto, sendo até hoje lembrado pelos barrosistas como um dos grandes jogadores que envergaram o manto alviverde. 


Deba com a camisa do Marcílio Dias em 1959

Nome: Aderbal José da Silva
Nascimento: 31/07/1940, em Florianópolis (SC)
Posição: atacante
Período no Marcílio Dias: 1959 a 1960

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Baú do Marcílio na exposição "Marcílio x Barroso" na Biblioteca Municipal



O blog Baú do Marcílio é uma das referências utilizadas pelos organizadores da exposição "Marcílio X Barroso, memórias que atravessam o tempo", aberta para visitação pública até o dia 15 de junho na Biblioteca Municipal de Itajaí. O texto publicado no blog sobre o tetracampeonato de Itajaí, conquistado pelo Marcílio na vitória por 3 a 2 sobre o Barroso em 8 de março de 1964, é um dos itens da mostra. A exposição também apresenta fotos, faixas e outros materiais alusivos aos dois clubes. No local também está sendo exibido o documentário “Crônicas de uma batalha extinta”, de Flávio Roberto e Diego Lara.  

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Jorge Batista

Jorge defendeu o Marinheiro de 1961 a 1966

Nascido em Joinville em 23 de abril de 1936, Jorge Batista foi um dos maiores goleiros da história do Clube Náutico Marcílio Dias, clube que defendeu entre 1961 e 1966. Na meta rubro anil, Jorge conquistou os títulos da Liga Itajaiense de Desportos (LID) em 1961, 1962 e 1963, além do Campeonato Catarinense de 1963 (Torneio Luiza Mello). Nesta competição, atuou em todos os 18 jogos que levaram o Marinheiro ao seu único título estadual, de acordo com o livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963”.

Jorge, Antoninho e Ivo Meyer

Antes de chegar ao Marcílio, o goleiro teve passagens por Carlos Renaux, Operário de Joinville, São Luiz e América. No início de 1961, foi negociado com o Cimenport, time da fábrica de cimentos localizada no bairro Salseiros, em Itajaí, mas pouco tempo depois foi transferido ao Marcílio. “Minha ida para Cimenport foi um trampolim para jogar no Marcílio”, lembra Jorge, acrescentando que parte de seu passe foi paga com cimento, uma vez que na época o América estava construindo a arquibancada de concreto de seu estádio.

Jorge exibe placa do Torneio Luiza Mello e faixa de campeão citadino

Depois se sua gloriosa passagem pelo Marinheiro, Jorge defendeu outros clubes catarinenses, como Comerciário (atual Criciúma), Palmeiras de Blumenau e Juventus de Rio do Sul. Encerrou a carreira no Paysandú de Brusque, em 1976, aos 40 anos. Jorge é membro de uma família de com tradição no futebol, sendo primo do também goleiro Jairo (ex-Fluminense, Corinthians, Coritiba e Seleção Brasileira) e do volante Badeco (ex-Corinthians, América do Rio e Portuguesa). Aposentou-se como estivador no porto de Itajaí e atualmente reside em Blumenau.

Jorge no lançamento do livro sobre o titulo estadual do Marcílio Dias

No dia 23 de fevereiro de 2014, quando do lançamento do livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963”, Jorge teve uma prova do carinho que cultivou na torcida marcilista ao ser assediado por torcedores de várias gerações, os mais velhos emocionados por rever o antigo ídolo e os mais novos empolgados por conhecer pessoalmente o lendário goleiro.



Nome: Jorge Batista
Nascimento: 23 de abril de 1936, em Joinville (SC)
Período no Marcílio Dias: 1961 a 1966

quarta-feira, 16 de abril de 2014

CIP campeão catarinense de 1938

Em 16 de abril de 1939, o CIP derrotou o Atlético de São Francisco do Sul na finalíssima do Campeonato Catarinense daquele ano por 2 a 0, gols de Couceira e Nanga, e conquistou o título estadual. Foi o segundo título estadual vencido por uma equipe de Itajaí - o primeiro foi o do Lauro Müller, em 1931. O Marcílio Dias repetiria a façanha ao conquistar o Torneio Luiza Mello, homologado como campeonato estadual de 1963. Para celebrar o feito histórico do CIP, o Baú do Marcílio reproduz post originalmente publicado no blog "Almanque do Futebol do Vale", mantido pelo pesquisador Adalberto Klüser.


Em 1937, por iniciativa da diretoria do Companhia Itajaiense de Phosphoros Futebol Clube (CIP FC), foi criada em Itajaí a Associação Sportiva Vale do Itajai (ASVI).

Na década de 1940, por força de Lei Federal, a entidade alterou a denominação para Liga Esportiva Vale do Itajaí (LEVI).

Os fundadores e participantes do primeiro campeonato foram Amazonas, Blumenauense e Recreativo Brasil (Blumenau), Brusquense e Paysandu (Brusque), CIP FC, Marcílio Dias e Lauro Müller (Itajaí).

O primeiro campeonato foi realizado em 1938 e teve o CIP como campeão. A conquista garantiu a presença no campeonato estadual, disputado somente no ano seguinte.

A  equipe tinha excelentes atletas e depois de eliminar o favorito Avai, em Florianópolis, decidiu o título contra o Atlético de São Francisco do Sul. A vitória por 2 a 0 garantiu o segundo título estadual de um time itajaiense (o primeiro foi o Lauro Muller em 1931).

A campanha do time itajaiense no estadual:
5/2/1939 - CIP 4 x 0 Avaí (Florianópolis)
5/3/1939 - Avaí 3 x 2 CIP FC
12/3/1939 - Avaí 2 x 3 CIP FC

Decisão
16/4/1939 - CIP FC 2 x 0 Atlético São Francisco

O time base, campeão do Vale do Itajaí e Estadual era Geninho, Lico, Humaitá, Fateco, Humberto, Souto, Vitório, Couceira, Pavan, Nanga e Armando.