domingo, 2 de abril de 2017

Jogadores que atuaram no Marcílio Dias e no São Paulo

O São Paulo anunciou na semana que passou a contratação do meia Thomaz, que defendeu o Marcílio Dias em 2012. Este artigo tem como objetivo recordar alguns jogadores que atuaram por estes dois clubes.

AGENOR
Oriundo de Piçarras, então bairro de Itajaí, o ponta-esquerda Agenor Eugênio Rodrigues começou no Tiradentes da Barra do Rio, transferindo-se para o Marcílio Dias em 1955. No ano seguinte foi para o Carlos Renaux e em 1960 para o São Paulo. No Tricolor Paulista, atuou em 119 partidas e fez 31 gols, de acordo com o Almanaque do São Paulo, de Alexandre da Costa. 


Heitor Martinho de Souza, o Ratinho, no Marcílio em 1965

RATINHO
Revelado no time amador do Fluminense do bairro Itaum (Joinville), Heitor Martinho de Souza, mais conhecido como Ratinho, habilidoso ponta-direita, foi contratado pelo Marcílio Dias em 1962. No clube de Itajaí tornou-se ídolo e participou da conquista do título estadual de 1963. Em 1966, foi negociado com a Portuguesa e no ano de 1973 trocou o Canindé pelo Morumbi. Integrou o plantel são-paulino vice-campeão brasileiro daquele ano.

LUÍS RICARDO
Herói do Marcílio Dias na final da Recopa Sul-brasileira em 2007, quando anotou três gols diante do Caxias (RS), Luís Ricardo Silva Umbelino atuou no Marinheiro como atacante. Em 2013, foi anunciado como reforço do São Paulo, depois de se destacar na Portuguesa jogando como lateral-direito. 

HARISON
Surgido na base do São Paulo junto com Kaká, o meia Harison da Silva Ney era apontado como uma das principais revelações do Tricolor em 2001, mas não ficou muito tempo no time profissional. Depois de rodar por diversos clubes, foi contratado pelo Marcílio Dias em 2014. Disputou poucas partidas pelo Marinheiro, devido a uma lesão. Com o manto rubro-anil, foram apenas sete jogos e um gol, segundo o blog Todos os Jogos do Marcílio, de Gustavo Melim.


Thomaz defendeu o Marinheiro em 2012

THOMAZ
O paulistano Antonio Thomaz Santos de Barros jogou pelo Marcílio Dias no Campeonato Catarinense de 2012. Apesar da péssima campanha do time, rebaixado naquele ano, o meia foi um dos poucos jogadores a sair com algum crédito com a torcida, demonstrando qualidade técnica. Rodou por vários clubes e disputou a Libertadores de 2017 pelo Jorge Wilstermann (BOL), chamando a atenção do São Paulo, que o contratou a pedido do técnico Rogério Ceni.

EDU BALA
Ponta-direita, Carlos Eduardo da Silva jogou a maior parte de sua carreira no Palmeiras, mas também defendeu o São Paulo entre 1978 e 1980. Teve uma rápida passagem pelo Marcílio Dias em 1987, já em fim de carreira, aos 38 anos.

JEAN ROLT
O bom zagueiro Jean de Oliveira Rolt defendeu o Marinheiro em 2005, sendo campeão do primeiro turno do Campeonato Catarinense da Série A2. Contratado pelo São Paulo em 2009, fez apenas seis partidas e marcou um gol pelo time do Morumbi.

JORGINHO PAULISTA
O lateral-esquerdo Jorge Henrique Amaral de Castro, mais conhecido como Jorginho Paulista, jogou no São Paulo entre 2002 e 2003. Passou pelo Marcílio Dias sem deixar saudades no Campeonato Catarinense de 2012, quando o time foi rebaixado. 

Obs.: Este artigo não pretende relacionar todos os jogadores que defenderam os dois clubes. De qualquer forma, sugestões de outros nomes a serem incluídos na lista podem ser feitas através dos comentários. 

Agradecimento pela colaboração: Ivo Castro Jr., Lopes.

domingo, 26 de março de 2017

Sidnei Spina

Natural de Santos, o ponta-direita Sidnei surgiu na Portuguesa Santista, mas estourou para o futebol no bom time do Juventus de São Paulo, campeão da Taça de Prata de 1983. Chegou ao Marcílio Dias em 1987, procedente do Criciúma, contratado pelo então presidente Nelson Abrão de Souza. A estreia com o manto rubro-anil se deu no amistoso contra o Vasco da Gama (0 a 0), no Estádio Dr. Hercílio Luz, em 28 de novembro de 1987.

Juventus campeão da Taça de Prata de 1983. 
Sidnei é o primeiro agachado.

Rápido e habilidoso, tornou-se uma das principais figuras do time que ficou conhecido como “Siri Mecânico” na temporada de 1988. Naquele ano, o Marinheiro conquistou a Taça Carlos Cid Renaux, equivalente ao primeiro turno do Campeonato Catarinense, sob o comando do técnico Levir Culpi. Uma atuação marcante de Sidnei com a camisa rubro-anil ocorreu no dia 20 de março de 1988, na histórica vitória por 4 a 2 sobre o Criciúma. 

Alemão, Ademir, Rosemiro, Fernando, Clademir e Palmito;
Sidnei, Wilsinho, Nélio, Joel e Rogério Uberaba.

Depois de perder em Itajaí por 2 a 1, o Marcílio precisava derrotar o Tigre por dois gols de diferença em pleno Heriberto Hülse para avançar às finais da Taça Carlos Cid Renaux. O primeiro tempo terminou com a vitória do time da casa por 2 a 1 e a classificação do Marcílio àquela altura não passava de utopia. No segundo tempo, porém, Sidnei deixou tudo igual logo no início e o artilheiro Joel se encarregou de marcar dois golaços de cabeça e garantir a vaga na decisão contra o Joinville.

Sidnei foi considerado pela crônica esportiva um dos melhores jogadores em campo e também se tornou personagem do jogo, pelo fato de ter enfrentado seu ex-clube, de onde saiu pouco prestigiado. “Quando fui para o Marcílio Dias, entre outras coisas, diziam por aqui (Criciúma) que eu não jogava nada. Acho que eu mostrei o contrário na partida de hoje”, desabafou o atacante à imprensa após o memorável jogo. 

Matéria publicada no jornal Diário Catarinense em 1988

Em 1989, Sidnei integrou a equipe que conquistou a Taça Governador Pedro Ivo Campos e a Taça RCE, referentes ao primeiro e segundo turnos do Campeonato Catarinense. Dez anos depois, já aposentado dos gramados, Sidnei exerceu a função de gerente de futebol do Itajaí Esporte Clube, vice-campeão catarinense da Segunda Divisão de 1999. Atualmente, o ex-jogador segue ligado ao Marcílio Dias participando da equipe de másters do Rubro-Anil.

Sidnei, o último agachado, no time máster do Marcílio Dias em 2017

Nome: Sidnei Alves Spina
Nascimento: Santos (SP), 26 de março de 1962
Posição: Atacante
Período no Marcílio Dias: 1987 a 1989

domingo, 19 de março de 2017

Exposição de colecionadores - Marcílio Dias 98 anos

  
No dia 17 de março de 2017, o Clube Náutico Marcílio Dias, um dos clubes mais tradicionais do futebol catarinense, completou 98 anos de existência. No sábado, dia 18, a diretoria do clube promoveu um grande evento para comemorar o aniversário do Rubro-Anil e, dentre as atrações, abriu espaço para exposição dos acervos de colecionadores de artigos históricos do clube.




Camisas, flâmulas, jornais, revistas, álbuns, súmulas de jogos, estatutos, carteirinhas de sócios, exemplares do livro "Torneio Luiza Mello - Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963" e outros artigos de diversas épocas foram expostos na Sala de Troféus, localizada nas dependências do Estádio Dr. Hercílio Luz, em Itajaí. Uma das preciosidades foi a carteirinha de sócio que pertenceu a Gabriel Collares, um dos fundadores do clube, além de camisas de jogo da década de 1980. 




Participaram da exposição os colecionadores de camisas Marcelo Sagaz Baião, Felipe Leonardo Vieira e Giuliano Nazari, e os pesquisadores Fernando Alécio e Gustavo Melim. Durante a programação de aniversário do Marcílio Dias, também foi realizada a primeira edição do Seminário de História do Futebol Itajaiense, iniciativa do Grupo Memória do Futebol Catarinense, que abordou temas relacionados à história do quase centenário "Marinheiro".

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Dufles

No dia 26 de fevereiro de 1938, nascia em Bauru (SP) o atacante Dulphe Jeronymo Adalberto de Cunto, ou Dufles, como era mais conhecido. Iniciou a carreira junto com Pelé no Bauru Atlético Clube, o Baquinho, e depois tornou-se um verdadeiro cigano do futebol, atuando em diversas equipes, entre elas Santos, Bangu, Atlético Mineiro, Guarani de Ponta Grossa e Marcílio Dias.

A passagem do centroavante no clube catarinense foi breve, mas marcante. Contratado para o lugar do ídolo Idésio, que havia se transferido do Marcílio para o Metropol de Criciúma, Dufles estreou com a camisa do Marinheiro na primeira rodada do Campeonato Catarinense de 1963 (Torneio Luiza Mello), em 3 de novembro de 1963, quando marcou o gol da vitória do Marcílio por 2 a 1 sobre o Figueirense, em Florianópolis.

De acordo com o livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963”, Dufles atuou em dez partidas na competição e anotou quatro gols, sendo uma das figuras do escrete marcilista na conquista do título estadual. Dufles também participou da campanha do título do Campeonato Municipal de Itajaí de 1963. Permaneceu em Itajaí de novembro de 1963 a agosto de 1964. Outros clubes catarinenses que defendeu foram o Próspera de Criciúma e o Ferroviário de Tubarão. Dufles faleceu em 10 de novembro de 2004.


Nome: Dulphe Jeronymo Adalberto de Cunto
Nascimento: 26/02/1938
Posição: Atacante
Período no Marcílio: 1963 a 1964

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Marcílio Dias, campeão catarinense de 1963


Taça Luiza Mello e livro sobre o título estadual de 1963


Na tarde de 23 de fevereiro de 1964, o Marcílio Dias derrotou o Carlos Renaux por 4 a 1, no estádio Augusto Bauer, em Brusque, e conquistou o título do Torneio Luiza Mello, competição organizada pela Federação Catarinense de Futebol (FCF) e que em 1983 foi reconhecida e homologada como o campeonato estadual de 1963.

A goleada sobre o time brusquense coroou uma campanha espetacular. O Marinheiro liderou o certame de início ao fim e sagrou-se campeão de forma incontestável. O primeiro gol do jogo foi marcado pelos donos da casa, com Badinho, aos 28 minutos do primeiro tempo. Aos 42, o Marcílio chegou ao empate através do ponta direita Ratinho.

No segundo tempo só deu o time de Itajaí. Renê, aos 10, Aquiles, aos 17, e novamente Renê aos 34 minutos da etapa final decretaram a vitória rubro-anil e a conquista do título, que seria resgatado 50 anos depois com o lançamento do livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense”, lançado em 23 de fevereiro de 2014.

Carlos Renaux 1 x 4 Marcílio Dias
Data: 23/02/1964
Local: Estádio Augusto Bauer (Brusque)
Árbitro: Arno Boos
Auxiliares: Orcy de Souza e Mauro Machado
Renda: Cr$ 222.70,00
Gols: Badinho aos 28 e Ratinho aos 42 do primeiro tempo; Renê aos 10 e 34 e Aquiles aos 17 do segundo tempo.

Carlos Renaux: Aurélio; Bianchini, Sardo, Adelfo (Baiano) e Merísio; Badinho e Araújo (Zeca); Petrusky, Wilson, Vinícius (Miltinho) e Bossinha. Técnico: Norival Mosimann.

Marcílio Dias: Jorge; Djalma, Marzinho, Joel Santana e Joel Reis; Sombra e Odilon; Renê, Aquiles, João Caetano (Salvador) e Ratinho. Técnico: Milton Gonçalves.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Joel Reis - Joel II

O dia 5 de fevereiro marca o aniversário de Joel Reis Alves, lateral-esquerdo que ao longo de quase toda a década de 1960 envergou o manto sagrado rubro anil. Nascido em Itajaí em 1943, Joelzinho ou Joel II, como também era conhecido, começou a carreira na equipe amadora do Fiúza Lima. 

Chegou ao Marinheiro em março de 1960 e permaneceu no clube até julho de 1969, sendo um dos atletas que por mais tempo defendeu o Marcílio Dias. Sua estreia provavelmente ocorreu no dia 24 de abril de 1960, quando o Marcílio foi derrotado por 2 a 0 pelo Estiva na primeira rodada do campeonato municipal daquele ano.

Joel Reis foi titular durante toda a fase de ouro do clube, tendo conquistado o tetracampeonato municipal (1960, 1961, 1962 e 1963), além do Campeonato Catarinense de 1963. De acordo com o livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963”, Joel Reis disputou 15 partidas no certame estadual vencido pelo Rubro Anil. Ele faleceu em 18 de abril de 2004.


Nome: Joel Reis Alves
Nascimento: 05/02/1943, em Itajaí (SC)
Posição: Lateral-esquerdo
Período no Marcílio Dias: 1960 a 1969

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Aderbal José da Silva - Deba

O futebol itajaiense perdeu uma de suas figuras históricas. Aderbal José da Silva, conhecido como Deba, faleceu no dia 13 de agosto de 2014, no Hospital de Caridade, em Florianópolis, aos 74 anos. Ele defendeu as cores dos dois principais clubes de Itajaí - Marcílio Dias e Almirante Barroso - e também teve passagem pelo Palmeiras de Blumenau. 

Deba começou a carreira nas divisões de base do Marcílio Dias e ingressou no time principal em 1959, formando a memorável linha de frente marcilista junto com craques como Idésio e Aquiles. Um de seus gols com a camisa do Marcílio Dias foi anotado na vitória por 2 a 1 sobre o Figueirense, em Itajaí, pelo Campeonato Catarinense, em 21 de junho de 1959. No dia 19 de julho do mesmo ano, marcou duas vezes na goleada do Marinheiro sobre o Paysandu de Brusque por 4 a 2, também pelo Campeonato Catarinense. 

Mas o gol mais marcante de Deba com a camisa rubro-anil foi anotado contra o Almirante Barroso, em 15 de novembro de 1959, pelo Torneio Carlos de Paula Seara. O clássico teve vitória marcilista por 3 a 0 e o gol de Deba valeu o ingresso, como relatado pelo Jornal do Povo: "Deba, que estava bem colocado, arma uma espetacular bicicleta para assinalar o tento, colocando a bola à direita do arqueiro do Barroso, sem que pudesse esboçar qualquer defesa. O tento do avante do Marcílio foi algo sensacional".

Na década seguinte, Deba atuaria e brilharia pelo Almirante Barroso, onde marcou época ao lado de nomes como Mima, Élio Ramos e Godeberto, sendo até hoje lembrado pelos barrosistas como um dos grandes jogadores que envergaram o manto alviverde. 


Deba com a camisa do Marcílio Dias em 1959

Nome: Aderbal José da Silva
Nascimento: 31/07/1940, em Florianópolis (SC)
Posição: atacante
Período no Marcílio Dias: 1959 a 1960